"...Tempo, tempo tempo... Já não me assustas mais. Acho que me acostumei com sua passagem. Cedi ao fato de que és livre, e que tens pressa.
Mas vez ou outra ainda te enrolo, e te faço parar por um instante. Te faço demorar um pouco enquanto eu olho nos olhos de quem amo. Enquanto eu gravo os momentos na memória,esperando a saudade chegar.
És livre, tens pressa, mas ainda guardo um pedacinho de ti, quando passas por mim. Te guardo quando percebo que não te tenho, e que daqui a pouco, me vou junto contigo
."

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

"E agente perde tempo esperando o tempo passar."
Tempo demais. Espera pelo que não vem. Os ponteiros do relógio vão se movendo e levando embora o tempo que não volta. 
Perca de tempo, perca de paciência, perca de vontade. Tudo se perde, se transforma sem ninguém ver. E quando se vê mudou, passou, se perdeu. 
É tempo demais preso no que não melhora, não leva pra frente.


Tudo isso é tempo demais, perdido. Quando o que se mais quer é ter mais tempo pra viver. Pra ser. 

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

"Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém."
Não havia percebido antes, mas eu já tentei tanto agir assim que agora é instantâneo. As coisas duram. Divertem, dão alegria eufórica e intensa. Mas se não me acrescenta, se vai. Sem que eu precise me desfazer. Não ficam, sempre passam. Não sei se é consequência do meu jeito, das minhas escolhas; mas sempre agradeço por elas irem, e por me deixarem perceber depois que nem tudo elas eram. 
Mas ainda me parece que existem algumas pequenas coisas, ou grandes, que não te deixam se afastar. Te atrasa, te engana, te segura e te retém; e você não consegue ir. Não consegue se afastar. E aí? Como faz?

terça-feira, 9 de agosto de 2011

De ontem em diante serei o que sou no instante agora. Sem a ideia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada são coisas distintas; separadas pelo canto de um galo velho. Eu apóstolo contigo; que não sabes do evangelho, do versículo e da profecia. Quem surgiu primeiro? O antes, o outrora, a noite ou o dia? 
Minha vida inteira é meu dia inteiro. Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro. Minha mochila de lanches é marmita requentada em banho maria. Minha mamadeira de leite em pó é cerveja gelada na padaria. Meu banho no tanque é lavar carro com mangueira. 
E se antes, um pedaço de maçã; hoje eu quero a fruta inteira! E da fruta, eu tiro a poupa. Da puta, eu tiro a roupa. Da luta, não me retiro.
Me atiro do alto, e que me atirem no peito. Da luta eu não me retiro!
Porque todo dia de manhã, é nostalgia das besteiras que fizemos ontem. 

                                                       De ontem em diante - Fernando Anitelli
Cansei. E nem sei dizer de quê.
É, de novo aqueles dias em que não há ânimo. Nem dias inteiros, horas. Ou talvez dias inteiros camuflados por distrações, mas que trazem no silêncio da noite o vazio. Vazio. Necessidade. De quê? Você sabe. Ou talvez não.
Talvez saiba, mas não sabe como preencher, como conseguir.
 Algo define, afinal? Acho que não. 

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

"I need some distraction." 
Distrações. Tiram nossa atenção do centro dos problemas. Bom ou ruim? 
Nos desaceleram e nos pedem pra parar. Descansar, por a cabeça no lugar e procurar uma solução viável. 
Mas também nos pedem pra ser centro ás vezes. Atrapalha. 
De fato é mais fácil trocar os problemas por distrações. Mas elas também acabam. 
Já os problemas, permanecem lá, esperando - e prejudicando cada vez mais - sua boa vontade de enfrentá-los. 

sexta-feira, 29 de julho de 2011

"The only exception."
De exceção em exceção quebramos as regras. Os padrões estabelecidos por nós mesmos, a não fazer. Só dessa vez, e mais só dessa vez. E só mais uma.
A cada vez mais prejudicial. Cada vez mais esperando de coisas que não nos dão. Essa vai ser única, e amanhã será a última. Assim começam os vícios. 
E quanto vício oculto agente tem. Vício em pessoas, em sentimentos, em situações. 
Seria bom se respeitássemos as placas de: "Não faça, sem exceções."

quinta-feira, 28 de julho de 2011

"E por um instante gostaria que saudade fosse capaz de trazer de volta. Um instante apenas." 
Te trazer de volta, trazer de volta tanta coisa que ficou pra trás, e que não volta mais. Trazer de volta o sorriso mais simples, a música mais calma, o passeio mais demorado. A chuva fina, o calor insuportável. Tanta coisa que já não é mais a mesma. Tantas tardes que ficaram pra trás.
Um instante apenas. Após ele o mundo volta e sufoca a saudade, e me faz voltar ao ritmo de fazer tantas coisas sem senti-las.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

De novo me pego pensando como as coisas antigamente tinham mais valor. Eram mais difíceis, mais gostosas, passavam mais rápido. Ou talvez sejam as pessoas que passaram a dar ainda menos valor ás coisas.
Uma torta de biscoito durava as primeiras horas da tarde de domingo. Hoje fica até quarta na geladeira; sem que me dê vontade de não largar a travessa.