É estranho ver hoje todos esses "contos de fadas" dos quais eu já fiz parte. Pensar que eu cheguei a acreditar que daria certo, e que esse era o certo. Lembrar que -apesar da dor- era confortante saber que acima de tudo, alguém perfeito pra mim me esperava do outro lado da tela, outro lado do país.
Assim era bem mais fácil. Era uma certeza de que eu não precisava me preocupar com nada aqui, alguém me esperava.
E esperava?
Não falo da desilusão com a pessoa, mas, com a situação em si. Com esse "conto de fadas" que nunca dá certo. Ou pelo menos nunca daria certo pra mim.
Dói lembrar que -apesar de errado- era fácil, e confortante sonhar que tudo se resolveria sozinho, e eu seria feliz para sempre.
"...Tempo, tempo tempo... Já não me assustas mais. Acho que me acostumei com sua passagem. Cedi ao fato de que és livre, e que tens pressa.
Mas vez ou outra ainda te enrolo, e te faço parar por um instante. Te faço demorar um pouco enquanto eu olho nos olhos de quem amo. Enquanto eu gravo os momentos na memória,esperando a saudade chegar.
És livre, tens pressa, mas ainda guardo um pedacinho de ti, quando passas por mim. Te guardo quando percebo que não te tenho, e que daqui a pouco, me vou junto contigo."
Mas vez ou outra ainda te enrolo, e te faço parar por um instante. Te faço demorar um pouco enquanto eu olho nos olhos de quem amo. Enquanto eu gravo os momentos na memória,esperando a saudade chegar.
És livre, tens pressa, mas ainda guardo um pedacinho de ti, quando passas por mim. Te guardo quando percebo que não te tenho, e que daqui a pouco, me vou junto contigo."
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
domingo, 6 de novembro de 2011
E é, eu sou assim mesmo. Meio boba demais, risonha demais, que confia demais. Sou assim mesmo, com essa minha mania de ver inocência demais, e enxergar pouca malícia. Sou assim mesmo com essa minha mania sorridente de guardar centenas de papéis, papéis lembrança, e retratos em forma de coisas.
E isso me assusta. Pois apesar de toda a noite que sou, sou doçura.
Fácil demais de se conquistar. Apenas pareço difícil.
Mas, é claro, sou mestre em enganar - sem querer - com minhas aparências.
E isso me assusta. Pois apesar de toda a noite que sou, sou doçura.
Fácil demais de se conquistar. Apenas pareço difícil.
Mas, é claro, sou mestre em enganar - sem querer - com minhas aparências.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
O que mais me dói ao ver o tempo passar é me perguntar quem eu sou, e não encontrar resposta. Dói no fundo da alma lembrar que eu costumava saber.
Eu costumava olhar no espelho, e sorrir diante do reflexo. Eu costumava amar mais. Costumava olhar nos olhos. Costumava sentir. Sentir arrepios, e ondas de dor. Sensações ao ouvir músicas das quais eu não conhecia a tradução.
Eu costumava ter uma certeza cega sobre quem eu era. Sobre o que eu gostava. sobre o que eu queria.
A verdade agora é que eu não tenho mais certeza sobre nada. Exceto que o sol já vem.
Agora, se ele vai ter algum impacto sobre mim, é outra história.
Eu costumava olhar no espelho, e sorrir diante do reflexo. Eu costumava amar mais. Costumava olhar nos olhos. Costumava sentir. Sentir arrepios, e ondas de dor. Sensações ao ouvir músicas das quais eu não conhecia a tradução.
Eu costumava ter uma certeza cega sobre quem eu era. Sobre o que eu gostava. sobre o que eu queria.
A verdade agora é que eu não tenho mais certeza sobre nada. Exceto que o sol já vem.
Agora, se ele vai ter algum impacto sobre mim, é outra história.
domingo, 30 de outubro de 2011
Vou acabar me acostumando com essa mania de me olhar no espelho procurando entender onde foi que eu mudei, já que em comparação á fotos de um ou dois anos atrás não consigo encontrar semelhanças. O sorriso era diferente, o olhar era diferente. E parece que todo o resto também. Os planos, os desejos, os pensamentos. Só não consigo encontrar o momento dessa transição. Onde foi que eu deixei de ser algo, e me transformei em outra coisa.
Ainda na comparação tento entender no que exatamente me transformei. E nunca encontro uma resposta. Sei, em absoluta certeza, que algo mudou. Afinal o tempo leva muita coisa embora e muda tudo inevitávelmente. Sei que algo mudou, só não sei dizer o que.
Ainda na comparação tento entender no que exatamente me transformei. E nunca encontro uma resposta. Sei, em absoluta certeza, que algo mudou. Afinal o tempo leva muita coisa embora e muda tudo inevitávelmente. Sei que algo mudou, só não sei dizer o que.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Uma qualidade minha, é que sou extremamente paciente com as pessoas. E um defeito meu, é que sou extremamente impaciente com as coisas. Talvez essas duas características devessem anular uma á outra, me tornando paciente demais, ou impaciente demais. Mas eu gosto de dizer que possuo as duas, para poder mostrar que como em tudo, em mim existem duas faces.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Se tem uma coisa que eu aprendi é que agente sempre supera. Não importa o que. A perda de alguém, um erro, um fracasso. É claro que algo sempre fica. Das pessoas a saudade, do erro o arrependimento, do fracasso a vergonha. Mas com o tempo essas coisas deixam de ser centros, e passam a ocupar seus devidos lugares dentro de nós. Por isso, devemos sempre nos lembrar de que nada é eterno, uma noite nunca dura para sempre. Espera que o sol já vem.
sábado, 22 de outubro de 2011
Lá fora a chuva cai, e o frio me invade. É fácil estar aqui agora. Sem preocupações. Sem desejos ou planos, somente estar. Silêncio. E uma música de fundo cuja tradução não importa muito agora. O frio, o vazio. Me lembrar de como era o nada, e de como ele fazia bem. Porque tudo que enche demais, transborda. E ao transbordar, desperdiça. A paciência e a vontade esparramadas pelo chão. E o recipiente vazio. Deixe assim, por um tempo. Deixe estar. Sem desejos ou planos, somente estar.
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