"...Tempo, tempo tempo... Já não me assustas mais. Acho que me acostumei com sua passagem. Cedi ao fato de que és livre, e que tens pressa.
Mas vez ou outra ainda te enrolo, e te faço parar por um instante. Te faço demorar um pouco enquanto eu olho nos olhos de quem amo. Enquanto eu gravo os momentos na memória,esperando a saudade chegar.
És livre, tens pressa, mas ainda guardo um pedacinho de ti, quando passas por mim. Te guardo quando percebo que não te tenho, e que daqui a pouco, me vou junto contigo
."

sábado, 8 de junho de 2013

Hoje uma pessoa que eu não conheço me deu boa tarde no ônibus. Eu respondi, e ela disse que se todas as pessoas fossem educadas como eu, o mundo seria bem melhor... Ela tinha razão sobre o mundo, mas não sobre mim. Pensei, quantas vezes eu deixei de sorrir pra um conhecido, até? São essas pequenas coisas que tornam o dia da gente melhor. Um bom dia, um sorriso, um cumprimento sem malícia. Não tive a oportunidade de te dizer isso, mas obrigada cara do ônibus.
                                                                    25/05

É isso, os livros mechem com a gente. O cheiro de livro novo inspirado lenta e profundamente parece limpar minha alma... invadindo os espaços, tirando a poeira. Ocupando-me enquanto o leio. Tomando o monopólio da minha atenção.
Desafio a qualquer um a ler esse livro sem derramar sobre ele uma lágrima ao menos. O meu já tem suas devidas marcas... O "Usa Today" tinha plena razão ao comentar que esse livro martela durante um tempo na cabeça de quem é ou já foi jovem. Ele tem o poder de despertar as nossas mais profundas questões...nossos medos, as injustiças com as quais discordamos ou lutamos contra.
E essa vida segue tão injusta. É tão triste perceber isso... e ainda assim, há tanta beleza na tristeza. Ainda assim, há amor em meio ao caos. Há sentido de viver.

"Shakespeare esteve tão equivocado como quando fez Cássio declarar: 'A culpa, meu caro Bruto, não é de nossas estrelas / Mas de nós mesmos.‛ Fácil falar quando se é um nobre romano (ou Shakespeare!), mas não há qualquer escassez de culpa em meio às nossas estrelas."

Já faz tanto tempo... Quanto tempo faz?

terça-feira, 23 de abril de 2013

Olhando para o ônibus senti um impulso de dar sinal. De entrar nele rumo a qualquer lugar. Andar por aí. Procurar um jeito de fugir de tudo isso.

segunda-feira, 22 de abril de 2013


Estando então no conforto de sua casa, ela chorou. Todas as gargalhadas dadas ao longo do dia se esvaíram, convertidas em lágrimas. O sorriso radiante que a libertava deu lugar a culpa, a vontade de fazer bem.  
O mais difícil continuou sendo saber qual das duas faces era a realidade, e qual a máscara. 

domingo, 21 de abril de 2013


Na poesia encontrei minha liberdade. Meu escrever sem ritmo se acertou e se assentou por ali, gostando do jeito da coisa.
Nela eu pude misturar e contrariar, acrescentar, derrubar. O contexto não necessariamente precisa do nexo, e lá estou eu. Ali estou eu, naquelas palavras. Naquela confusão de sentidos me revelo... mas só pra quem soube me ler. 

sábado, 20 de abril de 2013

Sangue, sua função é transportar substâncias pelo meu corpo, e não ferver em minhas veias. Comporte-se. 
Meu dia te precisa. Meu fim de noite precisa do calor dos seus braços, e meu anoitecer, do seu beijo que me revira do avesso. Meu amanhecer quer seu sorriso, e todo o decorrer do dia quer sua presença que me faz mais... Sua. 
                                                                                     14/04 - 00:02