"...Tempo, tempo tempo... Já não me assustas mais. Acho que me acostumei com sua passagem. Cedi ao fato de que és livre, e que tens pressa.
Mas vez ou outra ainda te enrolo, e te faço parar por um instante. Te faço demorar um pouco enquanto eu olho nos olhos de quem amo. Enquanto eu gravo os momentos na memória,esperando a saudade chegar.
És livre, tens pressa, mas ainda guardo um pedacinho de ti, quando passas por mim. Te guardo quando percebo que não te tenho, e que daqui a pouco, me vou junto contigo
."

sexta-feira, 18 de abril de 2014

A lição da cruz é o amor. Amor de quem, na cruz, lança o pedido para que amemo-nos uns aos outros e tomemo-nos como irmãos. Amor que aceita, que espera, que confia, que se reduz pelo outro. Amor que é fiel até a morte, e morte de cruz. 
A cruz nos devolve a esperança de vida eterna, mas principalmente, nos lança o compromisso de uma nova vida, no agora. Uma vida no amor.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

     19 de janeiro, e isso não é uma contagem regressiva pro meu aniversário. Não sei o que é, na verdade. Um escape, pode ser. Essas folhas em branco nunca falharam em me oferecer abrigo.
     Férias. Qualquer pessoa teria simpatia por essa palavra. Eu? Bom, não sou uma pessoa qualquer. Talvez por exagero, mas essa palavra me remete a um intervalo sombrio que insiste em interromper a rotina dos meus anos. É claro que intervalos são sempre bem vindos, pra descansar a alma. Mas quando esses intervalos nos afastam daquilo que faz bem... aí não. Aí falta um pedaço.
     Aí o dia passa e tem-se a impressão de que ele só passou, dando de longe um oi, apressado. Minhas férias costumam ser assim. E estas, bom... não tem sido muito diferente. 

     A inércia pode ser perigosa pro coração. Ele vai desacelerando... batendo devagarzinho... vai deixando de bombear o sangue, e os sentimentos. Esquece de nutrir a alma. 

     E as férias vão passando, como a noite escura. Algumas estrelas se arriscam a iluminá-la, mesmo assim. Minhas estrelas... as pessoas de quem eu sinto falta e que serão meu sol no dia-ano que nasce.

E uma hora, tudo passa. A noite, o dia, a vida. Tudo se torna memória.
E eu aqui, esperando amanhecer. Esperando pra te ver, e esquecer 

que a vida traz o ponto final... e o pôr do sol.


                                              - Ontem recente, 19 de janeiro, 23:51.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Guardo na memória, se não no papel, a folha cheia de rabiscos em tinta preta; aquela prosa sem título que ia surgindo timidamente, tendo como início o fim. "É questão de classe."

Meados de um trabalho de português. 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Volátil como o álcool, evapora... foi-se a certeza.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

And it feels like I am just too close to love you...


Ah, essa nossa mania de adiar os finais.
Acontece que o ponto final
                                         não espera.

sábado, 2 de novembro de 2013

E aí você tá decepcionado, desacreditado das pessoas... 
Senta-se no quintal de casa e recebe um abraço... do frio. Que sopra suavemente, arrepiando-lhe dos pés aos cabelos da nuca. 
Recebe aquele abraço congelante, friamente aconchegante. Desajeitado, mas tão sincero quanto incompreendido poderia ser. 
E de repente, isso era tudo de que você precisava. 
Pra reacreditar... em você.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A contragosto, estou começando a acreditar que na verdade, gentileza gera gente folgada.

                                                                                                             03/07